sábado, 4 de outubro de 2008

Obrigada*

Hoje vou falar na paimeira pessoa, pq isto é dirigido à melhor amiga que alguém como eu pode imaginar ter... e eu tenho! :-)

Cátia, aqueles poemas que me entregaste na sexta... além de descreverem tudo o que sinto (apesar de o que sinto ser, em grande parte, indescritivel) mostra perfeitamente a maneira como me conheces, mesmo sem eu te dizer nada...

E mesmo assim, eu depois disse-te, um daqueles poemas tem uma importancia infinita para mim... :D nao sei como o fazes, eu sei que és assim... mas todos os dias me surpreendes...

só te posso dizer isto... Obrigada!


"Ama-me
Como se não existisse Amanhã,
Abraça-me
Como se o momento durasse a Eternidade,
E nos pudessemos refugiar
Nos braços um do outro,
Sem medos ou receios
Como se só Tu e Eu existissemos,
Como se o mundo à volta fosse apenas ilusão
E não existisse Dor, Remorso ou Tristeza...
Porque tu és um sonho impossivel
De tornar realidade,
E por isso chego a amaldiçoar
O instante preciso em que te conheci...
Preferia talvez
Viver na doce ignorância
De não saber que percorres estes caminhos...
Poupar-me-iatoda esta agonia e sofrimento
Que corrói todo o meu ser,
Por saber que nunca serás meu..."


"O amor, quando se revela
Não se sabe revelar.
sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer o quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar."

( este ultimo - Fernando Pessoa, in Poesia )

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